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Ainda Sobre o HQMix

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Acima vocês conferem o video com o momento em que eu subo no palco do HQMix para receber o meu troféu como Roteirista Revelação. Percebam como eu estou nervoso. Afinal, estou acostumado a enfrentar no máximo salas de 40 alunos, e não platéias com 800 pessoas. =) E abaixo vocês podem conferir uma foto com a equipe de criação do Homem-Grilo, comigo ao centro, o Ricardo a esquerda e o Vini a direita. Equipe Homem-Grilo E se você quiser conferir mais fotos tiradas durante a entrega do Troféu HQMix 2008, basta visitar o álbum de fotos do 4º Mundo.

Cadu Simões no Metropolis

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Devido aos nossos prêmios no HQMix, tanto eu quanto o Jozz gravamos uma participação no programa Metrópolis da tv Cultura que vocês podem conferir acima. A matéria ficou bem legal, o único problema é que ele focaram muito no Homem-Grilo e esqueceram de mostrar os meus outros trabalhos. Mas espero que daqui pra frente tanto mídia e quanto as pessoas em geral comecem a prestar mais atenção nas minhas outras HQs, como Nova Hélade. Afinal, a última coisa que eu quero é ficar conhecido como o autor de uma única obra. =)

O Homem-Grilo não Ganhou o HQMix

Troféu HQMix - SamuraiÉ cambada, infelizmente não deu. Apesar de toda a fama e o sucesso do Homem-Grilo, de ter suas revistas em quadrinhos já publicadas em várias línguas e em diversos países diferente (incluindo até mesmo as Ilhas Tokelau), e de inclusive já ter o seu próprio filme produzido por Hollywood (apesar de não creditado), o nosso querido herói saltitante não levou o Troféu HQ Mix na categoria que estava concorrendo de “Publicação Independente de Autor”. Ao invés disso quem ganhou foi um tal de Menino Carangueijo. Assim, não vou dar uma de mal perdedor e devo confessar que a revista deles até que é legalzinha. Mas claro que não chega nem aos pés do Homem-Grilo. Ainda mais que eles ainda não ganharam nem metade dos prêmios que o Homem-Grilo já ganhou, como o Tokelau Awards, o prêmio mais importante do mundo realizado pelo maior mercado de quadrinhos do mundo, mas que infelizmente está afundando junto com o arquipélago de (o que de certo modo é bom, pois assim ninguém mais poderá ganhar um prêmio que será só do Homem-Grilo). De todo modo, para compensar essa perda do Homem-Grilo, acabei ganhando o Trofeú HQ Mix na categoria de Roteirista Revelação (acho que o pessoal que votou deve curtir mais Nova Hélade do que o Homem-Grilo). O Quarto Mundo, coletivo de quadrnistas independentes da qual faço parte, também ganhou o hqmix na categoria de Grande Contribuição à Linguagem dos Quadrinhos. A entrega do 20º Troféu HQMix acontece no próximo dia 23, a partir das 19 horas, no SESC Pompéia, em São Paulo. Vejo vocês lá!

Versão do Diretor #05

Homem-Bomba Esta tira do Homem-Bomba é outra da qual curto bastante. Trata-se também de uma tira simples, mas cuja piada funciona muito bem. O Homem-Bomba é uma crítica a essa mania que surgiu nos quadrinhos de super-heróis a partir dos anos 90 de matar e ressuscitar personagens a torto e a direito. Ainda que morte e ressurreição (mesmo que espiritual) sejam partes vitais da jornada do herói como descrita por (a qual eu faço referência na hq O (Super) Herói de Mil Faces), quando esse recurso é utilizado em demasia e de uma forma vulgar e banal, acaba perdendo o impacto e a profundidade simbólica que deveria ter, se tornando algo caricato. A morte (e por conseguinte a vida) do personagem se esvazia completamente de seus significados. O Homem-Bomba é um dos super-heróis que compõe o time principal do gigantesco grupo liderado pelo Musculoso. A idéia é fazer com que em toda aventura do grupo, ele morra ao utilizar os seus poderes, mas reaparecendo na história seguinte, como se nada tivesse acontecido, e sem explicação nenhuma (afinal, se for pra dar uma explicação esdrúxula, melhor deixar sem nenhuma mesmo). O Homem-Bomba seria então como o Kenny do . Por fim, ele é também outro super-herói do qual curto muito o visual e o uniforme. O Ricardo mais uma vez mandou muito bem no character design.

Versão do Diretor #04

Musculoso Mais uma tira de apresentação de personagem. O que eu imaginei ao criar o Musculoso foi como seria o Super-Homem se ele fosse um personagem crível. “Opa! Como assim crível?” – você provavelmente deve estar se perguntando. Afinal, o Super-Homem é um cara que sai por aí voando com a cueca por cima da calça. Mas quando digo crível, não estou me referindo aos poderes fantástico do personagem, mas sim a sua condição moral. Perceba! Você acha que se uma pessoa que se descobre com os poderes iguais ao do Super-Homem iria automaticamente decidir lutar pela verdade e pela justiça? (e isso sem entrar na discussão do que ele entende por verdade e justiça). Eu acho que não! Essa pessoa muito provavelmente iria utilizar os poderes em benefício próprio. É que o acontece, por exemplo, com o Peter Parker quando descobre ter poderes meta-humano após ser picado pela aranha radioativa. Foi preciso uma tragédia para fazê-lo decidir por utilizar os seus poderes para ajudar as outras pessoas. E mesmo assim, ele sofre constantemente de dúvidas morais a respeito de seus poderes, e por diversas vezes já pensou em desistir da vida de super-herói. O Super-Homem não possui essa dúvida moral que o Homem-Aranha tem (ao menos não o Super-Homem da era de ouro). Ele utiliza os seus poderes incondicionalmente em benefício da humanidade (bem, na verdade é em benefício do american way of life, mas esta é uma outra discussão, e bem mais longa), e tem plena certeza de que o que ele faz é o correto. Não por acaso o Homem-Aranha , e outros personagens da Marvel fizeram muito mais sucesso na década de 60 quando apareceram do que os super-heróis da DC. Eles estavam muito mais próximo da condição humana do que os personagens da DC, o que gerava uma maior identificação por parte do leitor, e Stan Lee sacou isso muito bem. Mas voltando ao Musculoso, na verdade, ele também não possui dúvida moral com relação aos seus poderes, a questão é que a moral dele é um pouco, digamos, “diferente”. Pois eu acredito na teoria que diz que não existe a pessoa amoral, apenas a imoral (pois na verdade, a imoralidade nada mais é do que a moral do “outro”). E ele não possui a mesma ética que o Super-Homem possui (que seria a ética protestante como descrita por Max Weber, mas esta é também outra longa discussão). O Musculoso é mulherengo, machista, narcisista, e pra completar, possui músculos no lugar dos neurônios. A única coisa que ele compartilha com o Super-Homem é que ele também enxerga o mundo de forma maniqueísta. Mas a sua noção de bem e mal não é a das mais coerentes. Por fim, o Musculoso acabou se assemelhando muito ao Overman. Juro que isso não foi intencional. Mas confesso que o personagem do Laerte é uma grande influência para mim quando estou escrevendo algo para o Musculoso. Mas claro que não consigo alcançar nem um porcento da genialidade do Laerte. Mas quem sabe algum dia ainda chego lá. =)